Guia do Criador


Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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A Edição
 

2014 promete uma retomada

No Guia anterior, demos o título de "Poderia ser melhor". À época, o ano já se despedia e o valor de referência da arroba ainda não havia ultrapassado os R$ 97. O preço da casca de soja duplicava e o milho subira 33%. Em 2013, até fim de novembro, o boi gordo já batia R$ 109 e as cotações dos grãos caíram no segundo semestre. Os pecuaristas viveram dois momentos extremos. No primeiro, geadas em regiões como Rio Grande do Sul e Sul do Mato Grosso do Sul, adiantando a oferta de bois. No segundo, muita chuva em outras localidades, possibilitando segurar gado no pasto à espera de preços melhores. A variação cambial também ancorou a arroba. Salvou a demanda por carne bovina, crescente no período.

O abate de fêmeas continuou elevado. No primeiro semestre, as vacas representaram 46% da estatística. E como a pecuária compõe um ciclo, o bezerro voltou a valorizar, interrompendo a sequência de queda. A cria otimista melhora as expectativas da venda de touros, que voltou a respirar. O aumento de produtividade é imperativo. No próximo ano é possível que a procura por reprodutores avaliados continue em ascensão. Já no confinamento, a realidade foi oposta. Números preliminares apontam queda de 10% e uma maior tendência ao "confinamento estratégico", no rastro da intensificação da produção. A razão para o declínio foi o boi magro valorizado, freando as intenções de confinamento ainda no primeiro semestre.

Por outro lado, 2013 foi bom para as exportações de carne bovina e a pecuária leiteira. O Brasil faturou US$ 4,9 bilhões com embarques até outubro, com sinais claros de que vai superar o recorde de US$ 5,16 bilhões de 2012. Quem também ficou mais otimista em 2013 foram os produtores de leite. Foi um ano de recuperação das margens, tanto ao produtor quanto às indústrias de laticínios. O consumo de leite cresce a uma taxa de 4% a 4,5%/ ano, acima da produção (3% a 3,5% ao ano). O único fato que não muda é a premente necessidade de melhor gerenciar a propriedade. Uma boa gestão permite administrar recursos disponíveis e lidar com intempéries.

Esta edição do Guia do Criador traz muitas outras análises, além do conteúdo convencional da Revista AG. Destaque para os resultados do Touro de Ouro 2013, consolidando sua quinta edição. Neste ano, houve uma disputa parelha, mostrando como está feroz a concorrência entre grandes cases da pecuária nacional. Não deixe de acompanhar também a relação das doenças economicamente importantes, o calendário de vacinação e o planejamento forrageiro para 2014, um conteúdo exclusivo do Guia do Criador.

Boa leitura!

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