Guia do Criador


Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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A Edicão
 

Ilha de calmaria em mar revolto

O ano de 2015 é um daqueles que ficará na memória por um bom tempo. A recessão econômica mundial, a qual o Brasil passou ileso em 2008, chegou com efeito retardado e força total.

A política mergulhou em lama e junto a ela caminhou a economia. Escândalos como o de corrupção da Petrobras levaram o País a um descrédito mundial e obrigou o Governo a realizar ajustes fiscais tão severos que minaram o poder de compra do consumidor.

A política mergulhou em lama e junto a ela caminhou a economia. Escândalos como o de corrupção da Petrobras levaram o País a um descrédito mundial e obrigou o Governo a realizar ajustes fiscais tão severos que minaram o poder de compra do consumidor.

O resultado foi uma cotação firme da arroba do boi gordo ao longo dos meses, chegando a novembro beirando a média de R$ 150. Apesar de leves recuos, é válido lembrar que a mesma mal ultrapassava os R$ 115 há um ano.

Na opinião dos analistas, a ilha de calmaria continua em 2016, ainda devido à virada do ciclo pecuário, mas atenção: investimentos terão de ser medidos, visto que em 2017 tudo poderá mudar (para pior). E com a bonança da @, os demais mercados também prosperaram em 2015.

O preço do bezerro não cedeu, chegando aos dois últimos meses do calendário a R$ 1.250, animando o mercado de touros, cuja média do animal cresceu quase 30%; e o de receptoras, que evoluiu na ordem de 9,5%. Porém, nem todos os setores prosperaram junto com o bezerro.

Os confinadores, por exemplo, foram mais comedidos. A luz no fim do túnel é que os abates bovinos, principalmente de fêmeas, mostram movimentos de retenção do rebanho.

A crise econômica elevou o dólar a surpreendentes R$ 4,00, arrefecendo o mercado de nutrição animal, que sentiu na carne o encarecimento dos insumos, os quais são importados, assim como foi com a pecuária leiteira, amargando elevação de 19% no custo de produção.

Bom mesmo apenas para a caprinovinocultura e à exportação de carne bovina, que apesar de recuar 10% perante os US$ 7 bilhões registrados em 2014, comemora a reabertura do mercado árabe, os EUA se abrindo para a carne in natura, os japoneses seguindo o mesmo caminho na carne industrializada e a China comprando, sozinha, US$ 1 bilhão.

Agora é só planejar! Encerramos este editorial convidando o leitor a acompanhar as surpresas do Touro de Ouro, as tabelas, os planejamentos e as estatísticas mais relevantes ao pecuarista e as colunas e seções que fazem o sucesso da pecuária nacional.

Boa Leitura!

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